Chegou à redacção: Barzin e Reigns

Hugo Torres January 6th, 2009

Notes To An Absent Lover, Barzin
(Monotreme Records)

barzin-notes_to_an_absent_lover.jpgWe are tremendously happy to announce that Barzin’s third full-length album, ‘Notes To An Absent Lover’ has been completed and will be released on the 16th of February in Europe.

And we can tell you that it was well worth the wait, as it is absolutely gorgeous!. Broken-hearted songs have never sounded so beautiful…

You can download an mp3 of the track ‘Stayed Too Long In This Place’ here.

We recently had the pleasure of seeing the band perform some of the new material at the Tanned Tin festival, and it was so good that we can hardly wait for them to return for their full European tour in March/April! If anyone is interested in booking the band during this period, please get in touch with us at (tours{at}monotremerecords{dot}com). (f)

The House On The Causeway, Reigns
(Monotreme Records)

reigns-the_house_on_the_causeway.jpgWe are bursting with pride to inform you that Monotreme Records has signed one of our favourite bands to the label – Reigns. We have been fans of this UK band for several years, and when they sent us their brilliant 3rd album, ‘The House On The Causeway’, we were absolutely thrilled! Their previous two albums were released on the excellent Jonson Family Records, and received lots of critical praise and were championed by the likes of John Peel, Steve Lamacq and Huw Stephens.

The album will be released on the 9th of March in Europe, and the 17th of March outside of Europe. There will be some tour dates in the UK and mainland Europe between the 9th – 22nd of March, so please get in touch with us at (tours{at}monotremerecords{dot}com) if you’d like to help them out with a show.

You can find an mp3 of the track ‘Everything Beyond These Walls Has Been Razed’ from the new album here. (f)

Livro de bordo agora em catalão

Hélder Beja January 6th, 2009

No verão de 2007 encontrei-me, na Fnac, com Lisboa, Livro de Bordo, coisa do Cardoso Pires. Na altura o texto sobre a tal «cidade a navegar (…), barco com ruas e jardins por dentro» impressionou-me, como dei conta aqui, na antiga casa. E é porreiro que, mais não seja, os blogues sirvam para estes exercícios de memória, de auto-retrato mais ou menos organizado.

Enfim, vem isto a propósito da edição em Espanha - e em catalão - desta pequena obra do José, datada de 1998. Leiam-na, que é bem bonita.
[via Ler]

Teatro ‘o blogue convidado do «Público»’ Anatómico

Hugo Torres January 5th, 2009

O Público, hoje, está cheio de novidades editoriais. Primeiro, na edição impressa, Miguel Esteves Cardoso. Segundo, na edição online: o Teatro Anatómico, de Manuel Jorge Marmelo, passa a ser um blogue convidado do Público, juntando-se ao Ciberescritas, ao Letra pequena, etc., etc. Estranhava que ainda não tivesse acontecido. É que, sendo de gente da casa, o Teatro Anatómico é, de facto, um blogue, coisa pessoal e boa de ler. Ao contrário do muito citado e apreciado Ponto Media, de António Granado, que é desde que me lembro (e não me lembro de tudo, está claro) um almanaque — ora, se levado nessa conta, é muito bom.

Não quero com isto inaugurar nenhuma escaramuça, é só mais um bitaite.

Luiz Pacheco (1925-2008) - foi há uma ano

Hélder Beja January 5th, 2009

A 5 de Janeiro de 2008 morria Luiz Pacheco. Agora, um ano volvido, a Perve Galeria homenageia o autor. A iniciativa arranca hoje, às 18h, e prolonga-se até dia 10 de Janeiro. Reza assim:

Será mostrado um espólio do escritor composto por vários textos inéditos e por um Diário Falado, gravado pelo próprio entre 1994 e 1998. Também nesta ocasião, será feita homenagem a dois importantes pintores nacionais, Fernando José Francisco, falecido também em Janeiro do ano passado, no dia 3, e Artur Bual, de que se assinala, dia 10, a passagem de uma década sobre a sua morte. Em comum, os três autores têm a amizade que os ligou a Mário Cesariny, artista que é evocado no 2º Encontro de Arte Global que acolhe esta e outras iniciativas em Lisboa até ao fim deste mês. Toda a informação pode ser consultada em: www.pervegaleria.eu ou em www.perve.org.pt

Notícia para ler no Rascunho.

Conselheiros literários (II)

Hélder Beja January 5th, 2009

transa_atlantica.JPGContinuamos, no RASCUNHO, a perguntar por livros a escritores. Chegou a vez de Mónica Marques, autora de Transa Atlântica [na imagem], obra recentemente publicada na Quetzal. As respostas já podem ler-se aqui. Mónica, portuguesa entre este e o outro lado do Atlântico, é também blogger, no seu Sushi Leblon.

O inquérito de final de ano está a chegar ao fim. Amanhã publicamos as sugestões de Simone Magno, jornalista e escritora brasileira. Será, talvez, a derradeira respondente. Para já vamos assim: Mónica Marques, Antonio Cicero, valter hugo mãe, João Negreiros, Jorge Reis-Sá, Jacinto Lucas Pires, João Tordo, Ana Salomé, Luís Filipe Cristóvão, Rui Manuel Amaral, Pepetela, Manuel Jorge Marmelo e Patrícia Reis. Tudo coligido aqui.

Programação da Casa da Música publicada em flash book

Hugo Torres January 5th, 2009

O departamento de comunicação da Casa da Música disponibilizou online a agenda para 2009, em formato livro, com 227 páginas. É uma iniciativa simples (para o leitor), mas que me agrada bastante. Está em flash, à boa maneira das revistas digitais. Tudo muito bem cuidado, como deve ser. Pela minha parte, agradeço o mimo e a atenção.

De concertos propriamente ditos, vemo-nos por lá, inevitavelmente, com a Deolinda, dia 25.

MEC é o novo cronista do «Público»

Hugo Torres January 5th, 2009

A passar os olhos pela banca de jornais antes de dar o corpo ao sono, apanho na primeira página do Público a novidade editorial: Miguel Esteves Cardoso é o novo cronista do jornal, a ser lido na penúltima página, todos os dias. Mas atenção, que se trata de uma substituição. É que, para os mais desatentos, damos conta de que Rui Tavares suspendeu o seu espaço no Público, na semana passada. Facto que, convenhamos, esmorece qualquer boa relação que pudéssemos ter com a notícia — sim, que é uma notícia, está na capa do nosso jornal de referência e bem destacado, sobrepondo-se parcialmente ao logótipo.

Modelo freemium para o negócio da informação online

Hugo Torres January 4th, 2009

O Miguel Caetano acaba de propor e de pôr em prática um modelo de negócio para o Remixtures, a que apelida de «Freemium», lançando um punhado de ideias que podem bem ser reescritas e reaproveitadas para outros blogues e/ou sítios independentes de informação. O novo ano pode alargar o mercado das publicações online portuguesas. Contribuiremos. Para já, recomenda-se às comadres a leitura de todo o texto do Miguel. Boas engrenagens — eis os votos cá do burgo.

«ficou, nada desfeada, apenas mais confusa no arrumo do corpo»

Hélder Beja January 4th, 2009

Confirmo: O Remorso de Baltazar Serapião, de Valter Hugo Mãe, é a melhor revelação desde há muito tempo. Numa boa edição de bolso da Quidnovi, comprada na Bertrand de Coimbra, o texto é tão doentio quanto melódico. Dá aquele aperto de peito, aquela náusea de estômago de que não queremos livrar-nos. Ganhou o Prémio Saramago em 2007 e bem o mereceu. Que livro, porra.

à boca não se falta, pensava eu ao regressar naquela noite ao nosso lado da casa. e a ermesinda espreitou da porta e assim a deixou aberta, entrei e quis saber se marido sem boca lhe fazia jeito. como se desse para tê-lo sem boca, também lhe faltaria o cu, sem coisa para cagar, e nada que o movesse era fruto da comida. ela não disse nada, havia queijo que trouxera a roubo no bolso, estivera a roê-lo por refeição, eu que me deitasse, fome que trouxesse morreria de sono. foi como lhe procurei pé que viesse à mão e lho torci, e gritei, que puta em minha casa era coisa de rastejar, e ao invés de lhe conseguir estragar novo pé, virei-lhe braço que agarrei e aproveitei de o escolher. se lhe arranquei uns cabelos, nada se notaria na manhã seguinte. posta na vertical em tremelicos, era o braço direito que não lhe descia a metade para baixo. para qualquer coisa que pegasse haveria de se agachar muito, ou trazer com a outra mão àquela, quase ao nível da cara. foi como ficou, nada desfeada, apenas mais confusa no arrumo do corpo, a minha pobre mulher mal educada e não preparada para o casamento. o anjo mais belo que eu já vira, por sorte tão incrível, minha esposa, amor meu.

MÃE, Valter Hugo (2007), O Remorso de Baltazar Serapião. Matosinhos: Quidnovi.

Leitura de 2008 — nuvem de editoras

Hugo Torres January 3rd, 2009

Findo 2008, altura para um acanhado balanço das leituras do ano. Do que me lembrei foi de fazer uma nuvem de palavras com as editoras que me permitiram essas linhas. E, vista a figurinha, é fácil perceber que as Quasi, a Caminho e a Assírio foram as principais fontes de livros deste ano. (A imagem estácom melhor definição no Wordle.)

leituras_2008.JPG

Aproveito, então, para fechar aquela lista de leitura e abrir uma para 2009, que conta já com Oito Cidades e Uma Carta de Amor, de Manuel Jorge Marmelo (ed. Campo das Letras, 2003), e Três Mulheres, de Robert Musil (ed. Livros do Brasil, 1985).

Da escolha de uma morada

Hugo Torres January 3rd, 2009

Chegando a casa na quinta-feira à noite da passagem de ano em Coimbra, apanhámos um pequeno grupo de turistas mouros, como se apelidaram os próprios, do qual saiu, em nossa direcção, uma pergunta embaraçosa: Podem dizer-nos como chegamos à agitada Miguel Bombarda? Meio envergonhado com o pouco que a nossa rua das galerias de arte tem de fisicamente bonita, dada a completa ausência da acção humana que lhe faz a fama, lá respondi que, santa paciência, mas já cá estavam, pena o dia que escolheram para a visita, por aí fora. Ficaram desapontados. E pediram direcções para a Galeria de Paris. Há pouco, o Manuel Jorge Marmelo lembrava-me de que se trata de um statement morar numa rua que enche a boca, tanto além do que vem nos jornais como aquém da cinzenta realidade:

O rapaz do Marais é dj num pequeno bar mal iluminado, mas aspira vir a pôr música num dos sítios da moda, no Budha-Bar, no Saint-Germain, na Favela Chic ou no Man Ray. A rapariga loira trabalha num escritório da periferia e ser-lhe-ia mais simples morar também nos arredores, onde os apartamentos são mais baratos e as baguetes só custam o preço de uma baguete, mas o rapaz do Marais gosta de pensar em si próprio como um rapaz do Marais, um dos eleitos, uma pessoa de bom gosto que escolhe o local onde vive em função deste conceito, pondo nisto tanto rigor como aquele que emprega na selecção dos discos que compra e da música que serve aos clientes do bar. Além disso, o rapaz do Marais sabe que o mundo é um sítio de lugares comuns e que, no universo dos preconceitos e da irrefutabilidade das aparências, um tipo chega mais facilmente a dj do Budha-Bar, do Saint-Germain, da Favela Chic ou do Man Ray morando Marais, uma vez que ser dj está na moda e ser gay está na moda, sendo, por isso, altamente conveniente que um dj seja também gay ou que, pelo menos, pareça sê-lo, havendo assim toda a vantagem em morar no Marais, pois a lei do lugar comum diz que quem ali vive é maricas (ou judeu) com a mesma certeza que leva a afirmar que todo o árabe é um terrorista e que todos os taxistas são desonestos. E, por fim, morar no Marais também está na moda.

MARMELO, Manuel Jorge (2003), Oito Cidades e Uma Carta de Amor. Porto: Campo das Letras.

Ler no Chiado

Hélder Beja January 2nd, 2009

A Bertrand Livreiros e a Revista Ler escolheram o tema Judaísmo e Literatura para o primeiro encontro Ler no Chiado de 2009, que acontece na próxima 5ª feira, 8 de Janeiro, às 18h30, na Bertrand do Chiado.

A moderação será da jornalista Anabela Mota Ribeiro e para já apenas conhecemos a graça de um convidado: o escritor Richard Zimler.

E o melhor título do ano é

Hélder Beja January 1st, 2009

sem outras desnecessárias justificações, James Dean fez carreira no Bombarral (ed. Caderno), de Vítor Cunha Morais.

james_dean_carreira_bombarral.jpg

O jornal Oeste Online resume assim a trama do livro:

Debruçando-se particularmente na mudança progressiva de mentalidades dos adolescentes do período que antecedeu a revolução de 1974, James Dean fez carreira no Bombarral conta a história de um adolescente típico de uma pequena vila rural, onde nada acontece, no Portugal dos anos 60, que tem uma particular adoração por James Dean, o seu ícone, cujo aspecto tenta imitar: cabelo com poupa penteada para trás, jeans, botas bicudas.

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