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	<title>Húmus</title>
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	<description>Hugo Torres e Hélder Beja às voltas com a Cultura</description>
	<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 16:43:17 +0000</pubDate>
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		<title>Um morto entre tantos</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 12:59:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Torres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Húmus]]></category>

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		<description><![CDATA[O HÚMUS morreu. Acabou. Finou-se. Esticou o pernil. O pulmão direito colapsou há semanas, agora, mesmo há instantes, letras atrás, foi-se o segundo, o esquerdo, a máquina sem resposta da carne, a carne sem resposta para dar, tudo muito calmo, aqui já no pasa nada, amigo, pode seguir. O coração fez-se pedra num instante, não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O HÚMUS morreu. Acabou. Finou-se. Esticou o pernil. O pulmão direito colapsou há semanas, agora, mesmo há instantes, letras atrás, foi-se o segundo, o esquerdo, a máquina sem resposta da carne, a carne sem resposta para dar, tudo muito calmo, aqui já <em>no pasa nada</em>, amigo, pode seguir. O coração fez-se pedra num instante, não contrai nem dilata, amuou. Não foi de tanto bater, que bateu tanto como os outros, normal: nasceu, fez amigos, deu-se ao pó que nos entra todos os dias em casa pelas frinchas, tudo muito sereno, nostalgia só a espaços, passa o cartão de débito, boa tarde, obrigado, e é correr para o metro, meu deus, tanta gente, próxima paragem a manta quentinha, a alegria toda nisso, ao que a gente chegou.</p>
<p>Esta terra secou, está dito. As cimeiras falharam, o corpo secou, a terra, é o que se quer dizer. Tanta azáfama, tanto vai que não vai que acabou por ir pelo ralo — quem diria, até a barriga desinchou, afinal a morte é como os iogurtes, ajudam a tirar peso aos dias, sobretudo quando estamos sentados. O HÚMUS nasceu em Março de 2008 e andou rosadinho no primeiro ano de vida. Ao segundo, que não chegou a completar, adoeceu e empalideceu. Acontece. Durante este último bloco de meses foi preterido por um total de cinco trocas de emprego, cinco mudanças de casa e duas migrações — a primeira de três centenas de quilómetros e a segunda para o outro lado do planeta. É obra. Quando olhámos para trás, já não havia nada a fazer. Levámos flores para a convalescença e aguardámos que, tranquilamente, perecesse. Já está. Guarde-se dele a memória que aprouver.</p>
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		<title>Explodiu</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 14:06:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hélder Beja</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Húmus]]></category>

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		<description><![CDATA[A bomba-relógio. Ao menos deste lado. Encerro, da minha parte, mais um capítulo na blogosfera - o primeiro feito a dois. O meu camarada de letras por aqui, o Hugo, já sabe da decisão. Devolvo o Húmus à terra e ao livro do Raul Brandão. Provavelmente para abrir outro cantinho virtual, um destes dias. Logo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A bomba-relógio. Ao menos deste lado. Encerro, da minha parte, mais um capítulo na blogosfera - o primeiro feito a dois. O meu camarada de letras por aqui, o Hugo, já sabe da decisão. Devolvo o Húmus à terra e ao livro do Raul Brandão. Provavelmente para abrir outro cantinho virtual, um destes dias. Logo se verá. Vou-me com três palavras: foi bonito.</p>
<p>Abraços.</p>
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		<title>Bomba relógio</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 21:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Torres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[músicas]]></category>

		<category><![CDATA[vídeos]]></category>

		<category><![CDATA[Cristina Branco]]></category>

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Bomba relógio, de Cristina Branco, realizado por Rui de Brito
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<p><em>Bomba relógio</em>, de Cristina Branco, realizado por Rui de Brito</p>
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		<title>«Estou tão contente»</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 08:14:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Torres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[concertos]]></category>

		<category><![CDATA[Campo Pequeno]]></category>

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		<category><![CDATA[José Mário Branco]]></category>

		<category><![CDATA[Sérgio Godinho]]></category>

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Ontem fez-se História no Campo Pequeno: José Mário Branco, Fausto Bordalo Dias e Sérgio Godinho estiveram «enfim juntos» em palco, com o espectáculo Três Cantos. Fez-se História sobretudo por essa coisa tão simples que é juntar os amigos e cantar, mais do que pela novidade dos arranjos e de caminhadas por este rio acima.
O público [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2152" title="tres_cantos" src="http://humus.rascunho.net/wp-content/uploads/2009/10/tres_cantos.jpg" alt="tres_cantos" width="400" height="225" /></p>
<p>Ontem fez-se História no Campo Pequeno: José Mário Branco, Fausto Bordalo Dias e Sérgio Godinho estiveram «enfim juntos» em palco, com o espectáculo <em>Três Cantos</em>. Fez-se História sobretudo por essa coisa tão simples que é juntar os amigos e cantar, mais do que pela novidade dos arranjos e de caminhadas por este rio acima.</p>
<p>O público — como disse a <a href="http://diluculo.blogspot.com/" target="_blank">Catarina</a>, no final — queria muito aplaudir estes três rapazes de cabelos brancos. Mais do que ouvir-lhes as canções renovadas, o público queria aplaudi-los. E fê-lo tanto, tantas vezes: como dizer obrigado com as mãos?, um agradecimento tão grande que leve dentro tudo o que carregamos no peito, e daí para cima, e daí para baixo, e etc.</p>
<p>«Estou tão contente», abriu José Mário Branco a conversa — e logo toda a gente se pôs enternecida, feliz com ele. E ele completou assim a inauguração daquele espaço de encontro que são aqueles versos cheios: «Hoje, está aqui sintetizado o que somos e dizemos há 40 anos, cada um à sua maneira. Contem com isto de nós, para cantar e para o resto». Tudo pequenas coisas que vão andar por muito tempo à boleia da memória.</p>
<p>O <em>IOL Música</em> trouxe um vídeo. <a href="http://www.musica.iol.pt/consola.html?mul_id=13178951" target="_blank">Vejam</a>.</p>
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		<title>Nota mínima sobre Saramago e etc.</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 10:50:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Torres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Letras]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

		<category><![CDATA[Manuel Jorge Marmelo]]></category>

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		<description><![CDATA[Manuel Jorge Marmelo escreve que, apesar de simpatizar «com o espírito blasfemo das declarações de José Saramago na apresentação do romance Caim», gostaria que o escritor «utilizasse o prestígio que dá ser Nobel e se dedicasse a combater crenças e religiões que, igualmente assentes em “maus costumes”, “invenções” e “disparates”, ainda produzem danos efectivos, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manuel Jorge Marmelo <a href="http://teatro-anatomico.blogspot.com/2009/10/caim.html" target="_blank">escreve</a> que, apesar de simpatizar «com o espírito blasfemo das declarações de José Saramago na apresentação do romance <em>Caim</em>», gostaria que o escritor «utilizasse o prestígio que dá ser Nobel e se dedicasse a combater crenças e religiões que, igualmente assentes em “maus costumes”, “invenções” e “disparates”, ainda produzem danos efectivos, que proíbem, coarctam a liberdade individual, ameaçam e matam». Leio isto no <em>Google Reader</em> e abaixo do título está «1 pessoa gostou disto». Percebo que se goste. Mas digo que cada um carrega a sua cruz. Outros Nobel terão essas preocupações. A de Saramago é, desde há muito, a ICAR. E até é eficaz. Disparar para todos os lados não me parece solução.</p>
<p>De resto, noto que apenas esta posta de MJM me puxa para a conversa em volta de Saramago, nas páginas que correm. Tudo o resto é uma idiotice.</p>
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		<title>Sinais dos tempos — Dos plágios</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 08:23:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Torres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Internet]]></category>

		<category><![CDATA[Letras]]></category>

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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[Hugo Pinto Santos]]></category>

		<category><![CDATA[José Miguel Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[Houve alguém no homónimo brasileiro do RASCUNHO, «jornal de literatura», que olhou para meio parágrafo que publicámos deste lado do Atlântico e, meditando entre o CTRL+C e o CTRL+V, sentiu-se capaz de apurar o estilo. Em causa, o seguinte, retirado da crítica a Movimentos no Escuro, de José Miguel Silva (Relógio d&#8217;Água, 2005), assinada por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Houve alguém no homónimo brasileiro do RASCUNHO, «jornal de literatura», que olhou para meio parágrafo que publicámos deste lado do Atlântico e, meditando entre o CTRL+C e o CTRL+V, sentiu-se capaz de apurar o estilo. Em causa, o seguinte, retirado da <a href="http://rascunho.iol.pt/critica.php?id=1148" target="_blank">crítica a <em>Movimentos no Escuro</em></a>, de José Miguel Silva (Relógio d&#8217;Água, 2005), assinada por Hugo Pinto Santos em 2007:</p>
<blockquote><p>José Miguel Silva tem habituado mal os seus leitores. Tem-lhes dado doses insuspeitas e moderadas da mais tensa secura: a devastação, os diversos lamaçais instituídos, a tão vazia pequena maldade, os tectos falsos que nos cobrem, os golpes do amor, a mais verdadeira promessa, a da vida. A sua poesia será tudo menos um melífluo convite à evasão.</p></blockquote>
<p>Ora, se HPS tivesse alguma ideia de como manusear a língua, teria saído exactamente como os camaradas do <a href="http://rascunho.rpc.com.br/index.php?ras=secao.php&amp;modelo=2&amp;secao=2&amp;lista=1&amp;subsecao=53&amp;ordem=1490" target="_blank"><em>Rascunho</em> brasileiro</a> o reescreveram mais tarde:</p>
<blockquote><p>José Miguel Silva tem habituado mal os seus leitores. José Miguel Silva tem dado a eles doses cavalares da mais tensa secura. Doses maciças de devastação e sofrimento. Contra os diversos lamaçais instituídos, contra a tão simplória maldade miúda do cotidiano, contra os golpes devastadores do amor, contra a mais verdadeira e a mais falsa promessa, a da vida. &#8220;A sua poesia é tudo menos um melífluo convite à evasão&#8221; (Teolinda Gersão).</p></blockquote>
<p>Assim é que um texto tem categoria. Não fosse o escrito, uma pretensa biografia do poeta José Miguel Silva, estar por assinar, sem rosto e sem e defesa, convidaria eu HPS a deixar o RASCUNHO para abrir portas, braços abertos para o mundo, ao autor dessas linhas, convidando-o a connosco fixar mais da sua fértil imaginação de rato, teclado e Google. Como as coisas se apresentam, dificultadas pelo anonimato, ficamos com quem já estamos, paciência. O que nos vale é conseguirmos escrever uma frase da Teolinda Gersão à revelia da Teolinda Gersão. Essa competência ninguém nos tira. No entanto, nem umas aspas somos capazes de desenhar à volta para dar outra pinta ao dito e bem identificá-lo. A perfeição é uma meta.</p>
<p>Com este texto de além-mar, o próprio José Miguel Silva ficou a saber de pormenores da sua biografia que desconhecia por completo. Escreve o poeta no seu blogue, <a href="http://eumeswill.wordpress.com/2009/10/20/nao-e-que-tenha-grande-importancia/#comments" target="_blank"><em>Achaques e Remoques</em></a>:</p>
<blockquote><p>Não, nunca vivi em Lisboa, não é verdade (infelizmente) que viaje muito, e só por confusão com os seus próprios gostos é que o jornalista poderá ter dito que eu “aprecio Rubem Fonseca, Gullar, Sebastião Nunes”, que nunca li e que para mim tanto podem ser escritores como futebolistas do fluminense. Lamento ainda que ele me dê como bebedor de cerveja, que além de não coincidir com a verdade pouco contribui para me prestigiar o gosto (custava muito, cara, ter-me inventado uma inclinação para o conhaque, ou para o Campari?), mas dou graças a Deus por não me ter pintado de laçarote à B. Bastos, piercing na pálpebra esquerda, Mallarmé tatuado no antebraço e cachimbo idêntico ao que, supostamente, comporá a pose do dito efabulador. Menos-mal.</p></blockquote>
<p>Enfim, talvez isto seja uma tentativa descarada de pressão levada a cabo pelo poeta, em benefício da próxima recensão que venha de Curitiba. Pode ser. A sua carreira pode passar por aí. Até porque — note-se — o <em>Rascunho</em>, do Brasil, é «nacionalmente <strong>reconhecido</strong> pela qualidade de seu conteúdo e <strong>pelas polêmicas que fomenta entre</strong> escritores, <strong>críticos literários</strong> e consumidores de literatura, o jornal é distribuído para todo o Brasil, alcançando aproximadamente 12 mil leitores». (Os negritos são de responsabilidade anónima, que não pretendo tolher o juízo a ninguém.)</p>
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		<title>«É uma agonia, senhores, toda a gente a ver, e gritam, Ai que não é capaz»</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 08:20:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Torres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Letras]]></category>

		<category><![CDATA[cito]]></category>

		<category><![CDATA[Caminho]]></category>

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		<description><![CDATA[Emenda-te, se ainda vais a temp0, jura que já tiveste vinte pontadas, crucifica-te, estende o braço para a sangria, abre as veias e diz, Este é o meu sangue, bebei, esta é a minha carne, comei, esta é a minha vida, tomai-a, com a bênção da igreja, a continência à bandeira, o desfile das tropas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Emenda-te, se ainda vais a temp0, jura que já tiveste vinte pontadas, crucifica-te, estende o braço para a sangria, abre as veias e diz, Este é o meu sangue, bebei, esta é a minha carne, comei, esta é a minha vida, tomai-a, com a bênção da igreja, a continência à bandeira, o desfile das tropas, a entrega das credenciais, o diploma da universidade, façam-se em mim as vossas vontades, assim na terra como nos céus.</p>
<p><span style="font-size: 85%;">SARAMAGO, José (1980), <em>Levantado do Chão</em>. Lisboa: Caminho.</span></p></blockquote>
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		<title>O fraseado em queda — ou diário em imagens</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 20:07:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Torres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[músicas]]></category>

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		<category><![CDATA[DocLisboa]]></category>

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		<category><![CDATA[Paulinho da Viola]]></category>

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Maria Bethânia e Paulinho da Viola, em Saravah (1969), de Pierre Barouh, ontem, no DocLisboa.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="350" data="http://www.youtube.com/v/Om42VY0W224" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Om42VY0W224" /></object></p>
<p>Maria Bethânia e Paulinho da Viola, em <a href="http://www.doclisboa.org/filmesAaZ/filmes/filmeS01.php" target="_blank"><em>Saravah</em></a> (1969), de Pierre Barouh, ontem, no DocLisboa.</p>
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		<title>Nota breve sobre jornalismo (II)</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 13:51:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Torres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[cito]]></category>

		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[É história antiga. Ainda não tiveste tempo de ver, mas os jornalistas são parentes directos de comadres de soalheiro. Andam aos abraços, e isso significa pouco. Descompõem-se, e isso não significa muito. É uma raça especial, cruzada, às vezes híbrida. É um bicho da terra e bicho da água, um anfíbio.
SARAMAGO, José (1979), A Noite. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>É história antiga. Ainda não tiveste tempo de ver, mas os jornalistas são parentes directos de comadres de soalheiro. Andam aos abraços, e isso significa pouco. Descompõem-se, e isso não significa muito. É uma raça especial, cruzada, às vezes híbrida. É um bicho da terra e bicho da água, um anfíbio.</p>
<p><span style="font-size: 85%;">SARAMAGO, José (1979), <em>A Noite</em>. Lisboa: Caminho.</span></p></blockquote>
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		<title>Nota breve sobre jornalismo (I)</title>
		<link>http://humus.rascunho.net/?p=2120</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 11:43:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Torres</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[cito]]></category>

		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[No fim de contas, tanto se me dá. Estar aqui neste jornal, estar noutro, qual é a diferença? É verdade que há dois ou três mais limpos, pequenas ilhas de decência que vivem dificilmente, mas, no fundo, cá bem no fundo de todos nós, existe uma corrupção, uma espécie de apodrecimento. Nem os melhores escapam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>No fim de contas, tanto se me dá. Estar aqui neste jornal, estar noutro, qual é a diferença? É verdade que há dois ou três mais limpos, pequenas ilhas de decência que vivem dificilmente, mas, no fundo, cá bem no fundo de todos nós, existe uma corrupção, uma espécie de apodrecimento. Nem os melhores escapam à contaminação. Não se pode trabalhar no esgoto sem cheirar a esgoto. E o nosso querido chefe de Redacção  tresanda a dez passos de distância.</p>
<p><span style="font-size: 85%;">SARAMAGO, José (1979), <em>A Noite</em>. Lisboa: Caminho.</span></p></blockquote>
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