Húmus

Hugo Torres e Hélder Beja às voltas com a Cultura

É bom dar livros

Uma pergunta, uma resposta, um bom livro. Ainda não tinha assinalado a chegada da Os Meus Livros à blogosfera - aqui, nesta casa onde também dou ao dedo. Faço-o agora, com pretexto reforçado. A revista vai ofecerer, semanalmente, três exemplares de um livro. Para receber o dito, é preciso responder a uma questão cuja solução se encontra [...]

À Relógio D’Água, com amor

Para arrumar com esta história do Pynchon, resta-me dizer que nada me move contra a Relógio D’Água. Ao contrário. Era até rapaz para, de bom grado, gastar uns anos de vida a ler quase tudo o que há no catálogo daquela casa.
Gosto dos autores que publica, das traduções que nos entrega, do papel, das capas [...]

O leitão

Não sei se por influência directa ou indirecta do Ruca que tanto Pedro Vieira cita, mas leio sempre o tal do título do Pynchon editado pela Relógio d’Água como «O Leitão do Lote 49». Sério. De cada vez.

O cidadão Hélder Beja, por Rogério Casanova

Rogério Casanova dirige-se neste post ao cidadão Hélder Beja. Eu, que nem nos momentos mais asfixiantes do governo Sócrates me vi nomeado assim, passo por toda uma nova experiência orwelliana.
Não devo andar nisto dos livros há tempo suficiente para saber que há diferentes tipos de revisão. Para mim a revisão é a revisão e a [...]

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— Ora! e continua! — disse Rodolfo. — Sempre os deveres, já me aborrece essa palavra. É uma súcia de velhos fósseis em colete de flanela, e de beatas de rosário e caldeirinha, que continuamente nos cantam aos ouvidos: «O dever! O dever!» Pelo amor de Deus! O dever é sentir o que é grande, [...]

O melhor é estar quieto

Título: Violência
Autor: Slavoj Zizek
Editora: Relógio d’Água
Preço: € 14
Slavoj Zizek está na moda em Portugal. Não só a Relógio d’Água vem publicando parte da sua obra como, no ano passado, Lacrimae Rerum (Orfeu Negro) o apresentou como ensaísta interessado em Kieslowski, Hitchcock, Tarkovski e Lynch.
Violência comprova que existem duas coisas que Zizek (n. 1949) não dispensa: [...]

Inherent Vice, de Pynchon: booktrailer

Vídeo de apresentação do novo livro de Thomas Pynchon, publicado nos EUA a 4 de Agosto. A narração, ao que parece, é do próprio [aqui uma nota de Helena Vasconcelos sobre a obra].
Estou a ler O Leilão do Lote 49 (ed. Relógio d’água), do mesmo autor. Sem outras considerações de momento - que essas virão [...]

«Temos fome e corremos para a árvore»

A moralidade é precedida pela coacção, ela própria até é, ainda durante um tempo, coacção, a que as pessoas se sujeitam, para evitar o dissabor. Mais tarde, ela torna-se costume, mais tarde ainda livre obediência, finalmente, quase instinto: pois está, como tudo o que é habitual e natural há muito tempo, combinado com o prazer… [...]

«Máscara das expressões fisionómicas amistosas»

Se uma pessoa quiser, durante muito tempo, persistentemente, parecer alguma coisa, pois acaba por se lhe tornar difícil ser qualquer outra coisa. A profissão de quase toda a gente, até do artista, começa com hipocrisia, com uma imitação a partir do exterior, com um copiar de aquilo que é eficaz.
NIETZSCHE, Friedrich (1997), Humano, Demasiado Humano. [...]

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